Home Colunas Coluna #Cultura: A tradição e a memória

Por Wilson Coêlho, é “Commandeur Exquis” do Colégio de Patafísica de Paris

Para se entender as dimensões da cultura, tanto na sua perspectiva simbólica quanto na cidadã e econômica, faz-se necessário termos a consciência de que todos os seres humanos, independentemente da época ou do lugar onde vivem, possuem valores, concretos ou abstratos. Esses valores se manifestam a partir das crenças, dos costumes e de todas as formas com as quais os grupos sociais se comunicam ou se relacionam.

Nesse sentido, convém afirmar que todo ser humano tem cultura, considerando que a mesma é inseparável da própria condição humana que é a de viver em sociedade.
Viver em sociedade é fazer acordos e dar sentido ao mundo em prol da harmonia, para garantir a sobrevivência de uma coletividade. Assim, o mundo ou os mundos que existem são criações de significados do ser humano no que diz respeito a si mesmo, nas relações com o outro e com a natureza.

Se temos um inegável legado histórico que a cada dia se renova por intermédio das inúmeras manifestações culturais, o mais sensato é buscamos formas de fomentar e dar visibilidade a toda essa riqueza, bem como possibilitar a identificação e o conhecimento das distintas identidades culturais como legítimas representatividades da nossa diversidade.

Para melhor nos situarmos sobre a cultura capixaba, devemos ter um olhar atento sobre a formação da sociedade do Estado do Espírito Santo. Foram vários povos da Europa, como portugueses, alemães, italianos, pomeranos, suíços, franceses e austríacos, que se juntaram aos africanos, asiáticos e aos povos indígenas originários para a composição dessa rica diversidade étnico-cultural abrangente e que, até hoje, consegue manter suas tradições.

Se temos um inegável legado histórico que a cada dia se renova por intermédio das inúmeras manifestações culturais, o mais sensato é buscamos formas de fomentar e dar visibilidade a toda essa riqueza, bem como possibilitar a identificação e o conhecimento das distintas identidades culturais como legítimas representatividades da nossa diversidade.

Para além do privilégio de sua beleza natural como as montanhas, os rios e as cachoeiras, a história e a cultura da Região dos Imigrantes permanecem cada dia mais vivas a partir de seus habitantes que preservam e alimentam suas tradições, tanto nas comidas e trajes quanto nos costumes que, em um só movimento, beneficiam aos turistas e aos moradores.

Matéria publicada na edição 13, mês junho/2015, página 4 do Jornal Santa Notícia.

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