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Além de produzir verdadeiras delícias, em Santa Teresa, a Claid´s Biscoitos se preocupa em cuidar do que temos de maior valor, a vida e o meio ambiente. Na Terra dos Colibris, a fábrica reuniu colaboradores e clientes na quinta (11) para promover o plantio de 130 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, na unidade de preservação ambiental localizada na área da fábrica. A ação se estenderá até sábado (13) e está aberta ao público.

A intenção é criar um bosque de ipês, preservar a natureza, celebrar os 25 anos da fábrica e o centenário de Augusto Ruschi. A gerente administrativa da Claid´s, Joici Rasseli explica que o bosque Orlando Rasseli ocupará uma extensão de mil metros quadrados ao lado da fábrica e será formado, predominantemente, por diversas espécies de ipês.

“Temos uma área de preservação ambiental legalizada, e neste espaço também existe um pasto. Então, decidimos reflorestar esta extensão como uma atitude de proteção e respeito ao meio ambiente e marcar a comemoração dos 25 anos da fábrica. A ideia é cuidar, preservar a natureza e estimular outras pessoas a fazerem o mesmo. Muitas famílias participaram do plantio das mudas conosco nesta semana e percebemos como se sentiram felizes por fazer parte desta ação. É a construção de uma história, no futuro, as crianças, certamente, vão retornar a este local e lembrar que ajudaram a criar este bosque. É muito bom plantar uma árvore”, concluiu Joici.

O plantio das mudas aconteceu nesta semana e teve a participação do ambientalista Nilton Broseghini. Considerada árvore símbolo do Brasil, o ipê foi a espécie escolhida para compor o bosque devido a sua beleza e o colorido de suas folhagens. A árvore, em geral, pode atingir a 20 metros de altura.

O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. No inverno, porém, a árvore se apresenta totalmente despida de folhas e flores. As diversas variedades de ipê recebem os respectivos nomes de acordo com as cores de suas flores ou madeira.

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As flores roxas, rosas e amarelas podem ser vistas em cidades como Santa Leopoldina, Santa Maria, Itarana, Santa Teresa e São Roque do Canaã

As ruas da Região Serrana do Espírito Santo estão cheias de árvores carregadas por uma flor roxinha, de tonalidade vibrante. São as quaresmeiras, que como o próprio nome já diz, florescem nessa época do ano, que é a quaresma – período entre o Carnaval e a Páscoa.

Típicas da Mata Atlântica, se adaptam tanto ao calor quanto ao clima mais fresquinho, e uma coisa é certa, sozinhas ou em grupos, elas se destacam entre as áreas verdes com suas tonalidades vivas, e são responsáveis por um belo visual.
“Elas já desabrocharam e podem ser vistas em Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Itarana, Santa Teresa e São Roque do Canaã, por exemplo, tanto nas margens das estradas e rodovias quanto nas cidades. Em algumas árvores, a quantidade de flores é tão grande que pode tomar toda a copa arredondada, que muitas vezes chega a quatro metros de diâmetro”, disse a bióloga Fernanda Lírio.

No Estado, além do roxo, o amarelo e o rosa fazem parte da diversidade de cores em que as flores aparecem. “As quaresmeiras crescem rapidamente, possuem um porte médio e raízes profundas. Elas ocorrem, principalmente, em formações secundárias, como capoeiras e capoeirões. E são raras no interior das matas densas, por serem plantas pioneiras (as primeiras que se formam). São encontradas no Espírito Santo, na Bahia, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, nas florestas pluviais da encosta atlântica”, explicou o engenheiro agrônomo Gerson Tavares da Motta.

Para a pedagoga Marisange Blank Zamprogno, poder apreciar uma paisagem com as quaresmeiras floridas é como ganhar um presente. “Em meio a todo o caos urbano e social em que vivemos, poder apreciar essa paisagem nos traz a sensação de que fomos presenteados pela natureza. Um misto de sentimentos de gratidão e tranquilidade. É bem como nos diz o filósofo Kant: o belo encanta, o sublime comove”.

Maria Helena Salviato Biasutti Pignaton também compartilha essa opinião: “gosto de subir a serra até a Terra dos Colibris. O verde das folhas mistura-se ao amarelo dos ipês e ao roxo das quaresmeiras e transmitem felicidade”.

Campanha
Entrando antecipadamente no clima da primavera, o Santa Notícia não poderia deixar de destacar o show das quaresmeiras. Para isso, o jornal realizou uma campanha, no Facebook, pedindo para que os leitores enviassem fotos da paisagem do Espírito Santo colorida pela floração dessas árvores.
O resultado não poderia ser outro: uma seleção de belas imagens que enfeitam esta edição.
Se você ainda não conferiu de perto, vale a pena visitar as montanhas capixabas nesta época do ano e curtir bastante esse espetáculo de cores.

Raio X
» Nome popular: Quaresmeira
» Gênero: Tibouchina
» Família: Melastomataceae
» Características: porte médio e raízes profundas
» Cores: roxo, amarelo e rosa

Matéria publicada na edição 11, mês abril, página 8 e 9 do Jornal Santa Notícia.

O meio ambiente precisa de ajuda. Que tal separar minutos do seu dia para plantar uma semente que vai dar como frutos cidades mais verdes, com flora e fauna diversificadas, um ar mais puro, nascentes de rios protegidas e mais qualidade de vida?

Esse pacotinho do bem que veio junto ao jornal faz parte do projeto Santa Semente, uma ação do Santa Notícia que, em parceria com o Centro Educacional Leonardo da Vinci; Fiore; Instituto Coopeavi; Esfa; Stillo Drywall; Mata Agroflorestal; Nilton Broseghini; Projeto Ecco; Dr. Dionísio Boschetti, da MTrab – Medicina e Segurança do Trabalho; e o médico veterinário Gabriel Pizziolo, visa despertar a consciência ambiental e a sustentabilidade.

Ao plantar essa semente, você está dando, junto conosco, o primeiro passo. E as ações não param por aí. Em breve, mais novidades do Santa Semente.

Plante essa ideia!

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Sobre a semente

» Nome científico: Caesalpinia leiostachya
» Nomes populares: Pau-ferro, Ibirá-Obi, Icainha, Imirá-Itá, Jacá, Jucá, Jucaína, Muiarobi, Muiré-itá, Pau-Ferro-do-Ceará
» Família: Fabaceae
» Categoria: Árvores, árvores ornamentais, medicinal
» Clima: Equatorial, subtropical e tropical
» Origem: América do Sul, Brasil
» Altura: acima de 12 metros
» Luminosidade: Sol pleno
» Ciclo de vida: Perene

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Alertar e conscientizar a população e o setor produtivo sobre as consequências da grave estiagem que atinge o Espírito Santo e discutir o que pode ser feito para enfrentar os impactos da crise hídrica na sociedade capixaba. Esses são os principais objetivos de uma série de reuniões que o Governo começa a fazer esta semana envolvendo a participação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado, produtores rurais, lideranças empresariais, políticas e religiosas e membros da sociedade civil organizada e usuários de água de um modo geral.

A primeira reunião acontece nesta sexta-feira (30), às 14 horas, na Câmara de Vereadores de Santa Maria de Jetibá, com a presença das Secretarias de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca; Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano; Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Agência Estadual de Recursos Hídricos.

O Governo do Estado aposta no diálogo e na união de forças para que os capixabas possam enfrentar a estiagem que assola o Espírito Santo e que é responsável pela pior crise hídrica dos últimos 40 anos. A Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH) já declarou cenário de alerta e anunciou esta semana um conjunto de medidas para tentar diminuir os efeitos da seca.

O diretor-presidente da AGERH, Robson Ribeiro, ressalta que o diálogo entre os diferentes segmentos é fundamental para um processo de conscientização da sociedade. “Divulgar e incentivar medidas para que as instituições possam dar sua parcela de contribuição é importante e essencial. As prefeituras, por exemplo, podem ajudar e muito conscientizando e atuando com a equipe de posturas inibindo excessos como lavar calçadas e fachadas de prédios”, afirma.

O secretário de Agricultura, Octaciano Neto, salienta que é preciso que seja feito um esforço coletivo para colocar em prática ações de curto, médio e longo prazo, com a finalidade de garantir a preservação e a recuperação dos mananciais hídricos, a reservação e a produção de água. “Vamos percorrer todas as regiões do Estado, levando orientações e buscando conscientizar a população, especialmente nossos produtores rurais, sobre a necessidade do uso racionado de água”, destaca o secretário.

Na próxima segunda-feira (02), a reunião envolverá os usuários de água da Bacia do Rio Itapemirim e será realizada às 15 horas, no Perim Center, em Cachoeiro de Itapemirim.

Medidas anunciadas

As medidas anunciadas na última terça-feira (27) pela AGERH foram baseadas nas previsões meteorológicas feitas pelo Incaper, que apontam pouco volume de chuva para os próximos dias. A Resolução AGERH 002/2015 trata do cenário de alerta frente à ameaça de prolongamento de escassez hídrica engloba um conjunto de medidas para tentar diminuir os efeitos estiagem. Entre as medidas, estão:

• suspender pelo período de 90 (noventa) dias, prorrogáveis enquanto perdurar o cenário, a concessão de novas outorgas de direito dos recursos hídricos, para finalidade de: irrigação, aquicultura, piscicultura, uso industrial e umectação de vias públicas e outras fontes de emissão de poeiras;

• recomendar que as instituições de fomento e, ou, de crédito agrícola suspendam imediatamente e por período indeterminado, as operações para implantação de novos sistemas de irrigação ou para ampliação de sistemas já existentes, exceto nos casos em que os sistemas objeto do fomento ou crédito agrícola sejam para trocas de sistemas que possibilitem a redução do uso de água;

• recomendar às companhias públicas e privadas e aos serviços autônomos municipais de água e esgoto que adotem medidas de redução de fornecimento para os contratos de suprimento de água para grandes usuários industriais, visando atendimento da prioridade legal de “dessedentação” humana e animal prevista na Política Estadual de Recursos Hídricos, Lei nº 10.179/2014.

• em face ao possível agravamento da situação, informar aos usuários outorgados (irrigação, agricultura, piscicultura, aquicultura e indústrias) em todas as bacias hidrográficas estaduais sobre a possibilidade de regras excepcionais de redução do uso por bacias hidrográficas e revisão imediata das Portarias de Outorga do Direito de Usos;

• recomendar às prefeituras municipais de todo o Estado que adaptem, em regime de urgência, suas legislações visando à proibição e à penalização de atividades notadamente reconhecidas como promotoras de desperdício de água, tais como: lavagem de vidraças e fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com uso de mangueiras, rega de gramados e jardins, resfriamento de telhados com umectação ou sistemas abertos de troca de calor e umectação de vias públicas e outras fontes de emissão de poeiras, exceto quando a fonte for o reuso de águas residuais tratadas.

 

O baixo volume de água no Rio Santa Maria da Vitória pode levar ao fechamento da barragem de Rio Bonito

O baixo volume de água no Rio Santa Maria da Vitória pode levar ao fechamento da barragem de Rio Bonito

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O lixo eletrônico é uma das grandes preocupações do milênio. Além de difícil decomposição, os equipamentos expõem uma série de componentes tóxicos, que podem ocasionar a contaminação ambiental e humana. Por isso, eles não podem ser simplesmente despejados em aterros como o lixo comum. Os mesmos precisam de cuidados especiais, visando sempre o reaproveitamento dos materiais.

A responsabilidade socioambiental com esses periféricos aumenta na mesma proporção que agrava as consequências sofridas pelo meio ambiente. Por outro lado, a atualização dos modelos de dispositivos tecnológicos é essencial para as corporações que querem estar alinhadas com a inovação.

Constantemente a Coopeavi realiza renovação de seus dispositivos de informática, para aprimorar os processos internos para atender e comunicar melhor com os cooperados e clientes. O descarte dos equipamentos em desuso é inevitável. O maior desafio está em dar uma destinação sem impactos negativos ao meio ambiente e a sociedade.

Em Colatina, prefeitura criou o Projeto Renovatech que visa estabelecer destinação adequada aos periféricos. Lá eles fazem a reciclagem das partes que ainda possam ser aproveitadas, separando os resíduos tóxicos dos demais e fazendo a designação adequada. Além de fazer a triagem do material, o projeto visa contribuir com a inclusão social e digital, com a disponibilização de computadores e periféricos reaproveitado na reciclagem.

O Instituto Coopeavi proveu internamente uma ação para reunir os materiais mais antigos, que estavam em desuso, para contribuir com essa iniciativa do Projeto Renovatech. No início desse mês um veículo baú saiu de Santa Maria de Jetibá com diversos materiais para serem entregues a instituição. Foram doadas baterias, equipamento para expansão de rede, duas impressoras empresariais, dois datas shows, dois módulos de baterias, cinco monitores de computador, cinco fontes, seis notebooks, sete impressoras de cheques, dezessete telefones IP, vinte e quatro cabos de conexão, vinte e seis impressoras matriciais, trinta e dois estabilizadores e 116 cabos de vídeo.

“Ações como essa são muito importantes pois, além de fazer a destinação correta desse material, a cooperativa está contribuindo com diversas famílias a terem acesso com mais facilidade a esse mundo conectado”, sintetiza a analista de projetos do Instituto Coopeavi, Marcela Takiguti.

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O evento contou com palestras, exibição de vídeos e reflorestamento com 150 mudas da nativas da Mata Atlântica.

O evento contou com palestras, exibição de vídeos e reflorestamento com 150 mudas da nativas da Mata Atlântica.

Na quarta-feira (26), policiais do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) em parceria com o curso de ciências biológicas da Faculdade São Francisco de Assis (Esfa) de Santa Teresa, realizaram o evento denominado “Manhã Ecológica” para alunos das escolas Vale da Esperança e Maria Julieta, no assentamento Tomazzine, em Santo Antônio do Canaã.

O evento contou com a participação de 09 crianças de 04 a 05 anos, 16 crianças de 06 a 10 anos, entre professores e outros integrantes da comunidade. Na ocasião foram realizadas palestras, apresentação de vídeos e uma explanação sobre da importância da proteção dos recursos naturais com enfoque nos efeitos gerados pela constante devastação das florestas, e a importância do reflorestamento através de mudas nativas do bioma Mata Atlântica, dentro de uma linguagem de fácil entendimento para as crianças.

Em uma segunda etapa, os alunos juntamente com os monitores realizaram o plantio de 115 mudas nativas em uma área de uso comum das duas escolas, das espécies ipê-roxo, ipê-amarelo, ipê-branco, sapucaia, jenipapo, cobi, peroba rosa, abricó sendo que cada aluno adotou uma muda que será cuidada individualmente.

Para a professora Berenise Miotto Rodrigues dos Santos, o evento foi importante para demonstrar a necessidade da recuperação de áreas degradas, principalmente porque contou com a participação da própria comunidade. Segundo o soldado Knupp, além das palestras de educação ambiental realizada na região, a Polícia Militar Ambiental está ao dispor para participar de iniciativas e projetos de preservação ao meio ambiente.

Informações e fotos: Assessoria BPMA

Foi realizado no dia 27 de setembro, no auditório do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Museu de Biologia Mello Leitão), uma oficina com profissionais de várias especialidades para debater sobre o tema “Instituto Nacional da Mata Atlântica – A nova denominação do Museu de Biologia e sua inserção no MCTI. Pensando os novos rumos”.

A oficina aconteceu dentro da comemoração da 8a. Primavera de Museus – museus criativos. O diretor do Museu/INMA, Hélio de Queiroz, abriu os debates falando sobre os desafios do novo Instituto. Pediu aos presentes que fizessem apresentações livres sobre quais poderiam ser os caminhos a serem adotados pelo INMA.

Um dos participantes foi o renomado diretor do Museu da Amazônia (Musa) e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC), Ennio Candotti, que em sua fala enalteceu a “troca” de Ministérios e que agora é o momento de alçar principal objetivo.

“Foram necessários 20 anos para a ideia de passar de um Ministério apertado para outro essencialmente cientifico, que acho o apropriado. No momento é pensar em que o INMA quer ser muito bom. Todos os esforços devem ser feitos para alcançar o objetivo principal. Se for beija flor, tem que ser o melhor do mundo nisso”, apontou.

Também participaram da oficina Sergio Lucena Mendes, da Ufes que, dentre vários pontos de vista, exaltou as facetas de Augusto Ruschi em prol da divulgação científica; Ariane Luna Peixoto, da UFRRJ e do Jardim Botânico, que defendeu um Instituto que possa unir o antigo e o moderno; Maria Lucia de Niemeyer Matheus Loureiro, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), disse que “o nome deveria ser mantido para não apagar o passado tão rico e bonito do Museu”;

Maria Margareth Cancian Roldi, da Sambio, que apresentou a posição coletiva da Associação, cujo conteúdo você encontra em http://boletimmbml.net/sambio/; Piero Angeli Ruschi, do Museu Nacional, que concordou com a priorização à ciência e a manutenção do espaço físico do local; e o diretor do Museu/INMA, Hélio de Queiroz Boudet Fernandes, que defendeu a não departamentalização do Museu.

Várias foram as colocações dos participantes e o público presente também se manifestou com ideias e perguntas pertinentes. No momento o Museu/INMA se encontra em processo de transferência, já que é necessária a publicação de dois decretos presidenciais para a implantação definitiva do Instituto.

A Lei nº 12.594, que instituiu o Museu de Biologia Professor Mello Leitão em Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), transferindo-o, assim, da estrutura do Ministério da Cultura (MinC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi sancionada em fevereiro deste ano pela presidente.

INMAxMuseu

muriqui_santa-noticia_leonardomerçonNa solenidade em comemoração à criação do Instituto Nacional da Mata Atlântica também foi exibido o documentário Redescobrindo a Mata Atlântica”, produzido pelo Instituto Últimos Refúgios e com direção de Leonardo Merçon. “A meta é difundir o Instituto da Mata Atlântica. Retirar as pesquisas da academia e levar para o público em geral. Conscientizar a sociedade para um tema tão importante, que é a preservação”, destacou o diretor.

A Mata Atlântica apresenta uma biodiversidade rica e singular, tanto em termos científicos, quanto em formas e cores, resultado da ação de milhões de anos de seleção natural. O documentário “Redescobrindo a Mata Atlântica”, é uma narrativa visual que exalta as belezas da Mata Atlântica, tendo como personagem principal o muriqui, o maior macaco das Américas.

A meta é difundir o Instituto da Mata Atlântica. Leonardo Merçon, fotógrafo e diretor do documentário.

Dentro deste contexto, o documentário mostra a visão de pesquisadores, professores e estudantes que participaram do Programa Difusão da Biodiversidade, coordenado pelo professor de biologia da Ufes, Sérgio Lucena. O Programa estimula em crianças e adolescentes o interesse pela ciência da biodiversidade e a introdução desses jovens em temas relacionados ao conhecimento e conservação da Mata Atlântica.

Matéria publicada na edição 1, mês maio, página 4 do Jornal Santa Notícia.

As florestas da região das três Santas (Santa Maria do Jetibá, Santa Teresa e Santa Leopoldina) abrigam uma das maiores biodiversidade do mundo. Por essa razão é conhecida internacionalmente e atrai visitantes de todos lugares. No entanto a biodiversidade da nossa região vem sendo ameaçada desde nossa colonização. Vale lembrar que antes da nossa chegada em meados de 1860, toda essa região era coberta por floresta nativa de Mata Atlântica. Hoje aquela floresta exuberante e contígua foi substituída por fragmentos de florestas normalmente restritos a topo de morros ou em reservas protegidas como Reserva Biológica Augusto Ruschi e Santa Lucia. Ao desmatarmos as florestas nativas da nossa região afetamos a biodiversidade das seguinte maneiras.

A PERDA DE HABITAT causada pelo desmatamento é o impacto mais direto na biodiversidade. Muitas espécies de plantas e animais ocorrem apenas em determinadas áreas e podem ser extintas se essa área for desmatada. É possível que muitas espécies já foram extintas em decorrência do desmatamento, antes mesmo de terem sido descobertas pelos cientistas.

Outro resultado do desmatamento é FRAGMENTAÇÃO DO HABITAT. A paisagem da nossa região é um exemplo clássico desse impacto na biodiversidade. O que vimos atualmente são remanescentes de florestas nativas e normalmente isolados uns dos outros por estarem restritos a topos de morro. Espécies adaptadas a viverem em grandes áreas de floresta nativa e que são restritas a habitar esses fragmentos, geralmente evitam ou não tem capacidade de atravessar áreas desmatadas, como por exemplo zonas urbanas, plantações agrícolas e de eucalipto. O resultado desse isolamento de populações de uma mesma espécie em fragmentos florestais, geralmente pequenos e isolados, gera uma cascata negativa de efeitos genéticos e pode resultar na extinção das mesmas. Outras espécies que preferem áreas alteradas são favorecidas nesse novo ambiente e tem mais chances de eliminarem por competição as espécies ocorrentes nos fragmentos florestais.

A terceira via ameaçando a sobrevivência da biodiversidade na nossa região denomina-se DESCONEXÃO DO HABITAT, isto é a separação de locais que as espécies utilizam ao longo da vida. Por exemplo, muitas espécies de anfíbios (sapos, rãs e pererecas) dependem de um ambiente terrestre e aquático para se alimentarem e reproduzirem. Por isso, precisam se locomover de um lugar para o outro a procura de ambientes adequados. No entanto, certas espécies não conseguem se deslocar por locais desmatados. Esse é um cenário semelhante ao que vemos na nossa região, onde as florestas estão em topos de morro e os vales estão ocupados por agricultura ou silviculturas. Nesse cenário, anfíbios que vivem nas florestas e reproduzem em ambientes aquáticos precisam atravessar as plantações para atingir os ambientes que usam para se reproduzir, já que os corpos d’água como poças, lagoas, e córregos, normalmente ocorrem apenas nos vales. Muitos evitam sair das florestas mas aqueles que arriscam a travessia correm sérios riscos de serem predados ou dessecarem. A consequência da desconexão do habitat é a extinção de espécies que somente vivem em florestas nativas e que se reproduzem em ambientes aquáticos presentes nos vales. Embora o exemplo do estudo tenha sido com anfíbios, é provável que a desconexão do habitat afete outros animais com história de vida semelhante.

Diante do exposto acima nos perguntamos: como podemos ajudar a manter a biodiversidade da nossa região? A resposta mais direta para essa pergunta é NÃO DESMATAR. As matas nativas possuem um valor fundamental para conservação dos animais e plantas. Até mesmo as matas secundárias que muitas vezes são chamadas de capoeiras são importantes pois permitem a passagem de certos animais florestais. Aliado a isso, podemos ao mesmo tempo estimular a manutenção ou criação de conexões florestais entre os fragmentos florestais e também entre os fragmentos e os corpos d’água presentes nos vales. Em termos do cenário da paisagem dessa região, essas duas iniciativas são consideradas fundamentais para conservar a biodiversidade ocorrente em áreas florestadas. Como exemplo, pesquisadores capixabas recentemente demonstraram que poças d’água conectadas a fragmentos florestais por meio de corredores, abrigam mais espécies de anfíbios que poças circundadas apenas por áreas alteradas pelo homem. Leia o trabalho desses pesquisadores no link disponível abaixo. A conclusão é que podemos fazer nossa parte para salvar nossa biodiversidade!

Link do artigo científico: http://www.scielo.br/pdf/isz/v102n2/08.pdf

 

Por Sandor Buys

Louva Deus

Foto: Cauan Antunes

A Mata Atlântica é um dos biomas com maior biodiversidade do mundo. Este bioma abrangia originalmente uma ampla faixa ao longo do litoral brasileiro, do sul ao nordeste do país, mas atualmente resta apenas cerca de 5 a 10% da sua área original. Dada sua grande extensão, naturalmente a distribuição da biodiversidade é heterogênea na Mata Atlântica e o município de Santa Teresa e seus arredores têm sido apontados como uma das regiões de mais alta riqueza de espécies deste bioma. Artigos científicos revelaram, por exemplo, que Santa Teresa está entre as áreas de maior riqueza de espécies vegetais arbóreas, de roedores, marsupiais e aves dentre as florestas tropicais do novo mundo.

Embora grande parte da riqueza biológica seja constituída pelo filo dos artrópodes, que é composto por animais como insetos, ácaros e aranhas, estudos sobre insetos em Santa Teresa ainda são escassos, sendo os trabalhos sobre biodiversidade da região concentrados na vegetação e nos animais vertebrados, ou seja, mamíferos, aves, anfíbios e répteis.
Levantamentos de fauna de insetos na região de Santa Teresa começaram a ser mais intensamente desenvolvidos recentemente, sendo relevantes os trabalhos de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo, do Museu Nacional-Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

O Museu de Biologia Professor Mello Leitão é um grande centro de pesquisa e educação ambiental localizado no município de Santa Teresa. O boletim científico publicado por este instituição tem sido um importante veículo de difusão da ciência e descrição da biodiversidade do Espírito Santo e do Brasil em geral. Agora em janeiro de 2014, acaba de ser lançado um volume especial do Boletim do Museu Mello Leitão, onde são publicadas contribuições que ajudam a desvendar a mega diversidade de insetos existente na região (http://www.boletimmbml.net/boletim/index.php/boletim_mbml/issue/view/5).
Pesquisadores já começaram a revelar a grande diversidade de moscas galhadoras, cigarrinhas e abelhas das orquídeas em Santa Teresa e a expectativa é que estas descobertas incentivem novos estudantes e novos projetos sobre a fauna de insetos na região.